quinta-feira, 1 de setembro de 2011

31/08/2011 0
Mercado de trabalho, varejo e indústria ilustram desaceleração alemã
Por Dow Jones Newswires
FRANKFURT – Indicadores econômicos divulgados nesta quarta-feira na Alemanha apontaram para um crescimento mais fraco na maior economia da zona do euro, mas sugerem que os temores de uma desaceleração muito acentuada podem estar exagerados.

A taxa de desemprego no país manteve-se em 7% em agosto, enquanto que o número de desempregados caiu em 8 mil em relação a julho, na série com ajuste sazonal.

Em julho ante junho, a quantidade de desempregados havia caído mais, em 10 mil pessoas, número que por sua vez é bem inferior aos cerca de 50 mil por mês registrados em fevereiro e março, quando a recuperação econômica alemã era mais visível.

“Embora o mercado de trabalho ainda esteja melhorando, os dados apontam claramente para uma perda de impulso”, escreveu a economista Annalisa Piazza, da Newedge. As variações no mercado de trabalho geralmente apresentam uma defasagem temporal em relação a alguns outros indicadores da economia, e por isso Annalisa alerta que outros dados piores divulgados recentemente poderão se refletir nos números de emprego daqui a alguns meses.

Essa expectativa de arrefecimento do mercado de trabalho, por sua vez, pode vir a prejudicar o varejo no futuro próximo, alertam economistas. Em julho, as vendas do comércio varejista alemão ficaram estáveis frente a junho, na série com ajuste sazonal, um desempenho bem melhor do que a queda de 2% esperada. O aumento de 6,3% anunciado originalmente para junho, no entanto, sofreu forte revisão para baixo, para uma alta de 4,5%.

Notícia melhor veio das novas encomendas à indústria de maquinários do país, que cresceram 9% em julho ante igual mês do ano passado em termos reais. O número resulta da combinação de uma alta de 20% das encomendas domésticas com um avanço de apenas 3% das encomendas estrangeiras. O setor de engenharia alemão emprega mais de 900 mil pessoas, a maior parte delas em pequenas e médias empresas, e é considerado chave para o crescimento do país.

O Instituto para Pesquisa Econômica da Alemanha, DIW, prevê crescimento de 0,4% do PIB do país no terceiro trimestre, mais do que a expansão de apenas 0,1% registrada no segundo. A tendência para a indústria ainda é positiva, disse o economista do DIW Ferdinand Fichtner em comunicado, mas “a época da recuperação rápida já acabou”.

(Dow Jones Newswires)

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