terça-feira, 14 de junho de 2011

SUCINTOS COMENTÁRIOS SOBRE GESTÃO DA MUDANÇA
A Presidenta conta com nossa ampla simpatia e apoio, por também acreditar que ao Governo – Federal, Estadual, Municipal, Executivo, Legislativo, Judiciário – é essencial muito boa gestão. Realmente, a própria política brasileira precisa melhorar muito sua gestão, que aliás nem tem – provavelmente por não interessar aos políticos que tenha.
E bem gerir projetos é essencial (pelo menos pra Microsoft e pra manter os empregos dos professores e consultores de Gestão de Projetos). Visando implementar mudanças, porém, Gestão de Projetos apenas não basta. É essencial também muito boa Gestão da Mudança, a qual lida bastante com as pessoas, com a resistência às mudanças, as expectativas e a motivação das pessoas que devem mudar e mudar os métodos, estruturas e estratégias.

Mas nossa apoiada Presidenta vem “passando por cima” de muitos passos preconizados pela Gestão da Mudança.
Estabelecer senso de urgência, nesse país, pode ser tarefa não somente ingrata, mas até mesmo suicida, sob o ponto de vista político. E é provavelmente irrealizável. Compreensível, portanto, que ela sequer tenha tentado. Mas, ao optar por reduzir a inflação de maneira gradual, lenta e segura, talvez tenha escolhido também retratar seu governo, na mente da população, como moroso, no mínimo. De fato, tal imagem já se vem fixando no imaginário coletivo.

Quanto à coalizão de apoio, ela a herdou das eleições, para o bem e/ou para o mal. Mas a tal coalizão estranhou seus métodos, os quais busca caracterizar como “trator”. É fato que a classe política é mal acostumada com outros modos de atuação presidencial, mas é fato também que a coalizão necessita ser cuidada, pra não dizer gerida, e a Presidenta, alega a politicalha, a deixou “ao Deus dará”. Notícias recentes dão conta que a Presidenta mudará isso, o que será muito bom, embora idealmente não deva retroceder às práticas anteriores.
A Presidenta definiu visão louvável, e mesmo estratégia pra alcançá-la. Se a visão já se vai tornando conhecida (e é simples, quase tautológica, como convém a uma muito boa visão – “País rico é país sem pobreza”), a estratégia que se pretende usar pra obtê-la poderia ser melhor divulgada.

E aí, chega-se a aquele passo mais importante, sob nosso ponto de vista, ao menos dentre os aqui comentados: também já se vai tornando notória uma certa timidez na comunicação. Comunicar a visão, a estratégia, os princípios e valores, a estratégia, os métodos, os objetivos, as metas, comunicar, comunicar e comunicar, o tempo todo, talvez a maior qualidade do governo anterior (sem, é claro, exagerar ou mesmo faltar com a verdade, como nos anos anteriores muitíssimas vezes aconteceu).

Torcemos pra que tais “não conformidades” acabem sendo sanadas e que não acarretem problemas maiores. E ficam os comentários a guisa de ajuda, pois fazemos-lhe votos de amplo êxito.

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